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Out 07

 

 

 

 Nunca disse o quão importante era na minha vida... Nunca disse o que significava para mim... Nunca mantive um relacionamento muito próximo, talvez porque as condições também não o permitiam... Só damos o merecido valor às coisas quando as perdemos... Foi preciso partir para me aperceber do lugar que ocupava dentro de mim... dentro da minha vida...

 Lembro-me claramente daquela manhã, como se fosse ontem ... no entanto, já se passaram 8 anos... Estava num ritmo acelerado, de um lado para o outro entre a casa de banho e o meu quarto, estava a preparar-me para começar mais um dia de escola... De repente, o telefone toca... Como estava a passar ao lado, aproveitei e atendi... Era o tio... Achei estranho estar a ligar assim tão cedo, afinal ainda nem eram 8h... A voz dele estava esquisita... Pediu-me para passar o telefone à minha mãe... Chamei-a e ela falou com ele enquanto me continuava a arranjar... Quando estava a passar no corredor, ouço-a começar a chorar... Aproximei-me para ver o que se tinha passado... Já tinha desligado o telefone e estava agora abraçada ao meu pai... Perguntei o que se tinha passado... O pai abraçou-me e disse-me que tinhas morrido... Lembro-me de me sentir vazia por dentro... Afastei-me... Sei que me encostei à ombreira da porta do quarto e comecei a chorar baixinho... Fui ao meu quarto e procurei por todos os postais que me mandou nos meus aniversários... Era a única coisa que tinha que me fazia sentir mais perto de si...

Lembro-me de ter pena de si... Quando estava a família toda reunida a falar e a rir, lembro-me de olhar para si e vê-lo simplesmente a tentar esboçar um sorriso, de forma a não "destoar" no quadro tão feliz... Imagino o quão sozinho se devia sentir... Sempre tive pena de não poder comunicar mais consigo... Hoje sinto falta de ouvir a sua voz rouca e de sentir as mãos ásperas a passarem-me no rosto enquanto me diz o quão crescida estou... Creio que "falei" mais consigo desde que morreu do que quando estava vivo... Tornou-se no meu confidente... Não acredito muito em Deus nem na existência do paraíso ou do inferno... Não sei se existe "um outro lado", mas gosto de pensar que, onde quer que esteja, me consegue ouvir e guiar pelo caminho certo... Sei que dentro de mim terá sempre um cantinho só seu e no qual permanecerá para sempre, acompanhando-me por toda a vida...

Sinto a sua falta...

Sinto falta de ser pequenina outra vez e sentar-me no seu colo envolta no seu abraço...

 

 

 

 

 


Livro: Escovei o Cabelo 100 Vezes Antes de me Deitar

Autora: Melissa P.

 

«'Escovei o Cabelo 100 Vezes Antes de Me Deitar’ é um diário erótico com relatos de (muitas) experiências sexuais de uma jovem italiana de 15 anos, Melissa P.. Não é preciso dizer muito mais para justificar o êxito estrondoso da obra, pois não?

A polémica, gerada pelo facto da autora ser menor de idade e das suas experiências serem quase todas elas reais, serviu de base a uma megacampanha de marketing que fez com que, em apenas dois meses, o livro chegasse à oitava edição.

Com 800 mil cópias vendidas só em Itália, e direitos vendidos para 25 países, a perversidade de Melissa P. já é conhecida por todo o mundo. Contudo há quem mantenha as suas dúvidas relativamente à veracidade da obra, pelos seus conteúdos quase pornográficos, do género: “Senti o seu membro tornar-se duro e grande ( ). Pôs-me em cima dele como uma boneca inerte e apontou a sua longa haste para o meu sexo (...)”»


 

Escrito por Someone Else às 15:32

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